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O protagonista é um escritor quarentão, cínico, debochado e cara-de-pau. Seu maior inimigo é a solidão que o aterroriza. Joana é uma jovem de 21 anos, estudante, biscate e aproveitadora, que se oferece através de e-mails com textos depravados e fotos de seu corpo.
Joana não era uma mulher qualquer que escolheu um homem qualquer: ela era uma amante da literatura que escolheu seu escritor favorito. Ele não seria capaz de recusar uma proposta como essa. A partir do encontro em um hotel velho no Largo do Machado, de uma "noite de chimpanzés", o improvável acontece.
Os dois saem pela cidade, enamorados, param em bares, caminham de mãos dadas e fazem juras de amor para sempre, sobre o pano de um Rio de Janeiro iluminado. Ele já imaginava tudo: seriam felizes juntos. Pelo menos era o que o pensava até saber que, com a pílula do dia seguinte, Joana matou o fruto que viria desse amor e o joga em um abismo.
"Por que Joana apareceu na minha vida? Disse que iríamos ter filhos, fazer compras no supermercado juntos, ela ia ser minha mulherzinha e eu a protegeria nos dias mais tristes, ela me fez acreditar em dias de chuva".
O escritor descreve sua amargura, seu desequilíbrio, e a última coisa que lhe resta é o livro, escrito a contragosto, sobre o modo como perdeu o amor de sua vida.

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