DOBRADA
na infância
menina ainda
ficava de castigo
na lavanderia:
toalha,
dobrada.

também nas melhores livrarias.
também nas melhores livrarias.
@EdneyChapaQuent centro-leblon em 1h30. Lindo de morrer. To aqui na DaConde, com fooome, lembrando dos 'eguis' do X-Tudo-King... aaaaa
@EdneyChapaQuent se eu fosse a pe, chegava mais rapido... Affff
@EdneyChapaQuent :D bom te achar aqui!!! To indo pro lcmto do Castello. Mas o transito chato de ipanema nao ta deixando. :-/
@Tchirp lindaaaaa!!!! Obrigadiiiiisima, darling. Adorei... Amanha eu posto na minha primeira pagina!!! E te respondo por email. Muitos BJOS
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- Neves, Claudio. Os acasos persistentes.Rio de Janeiro: 7Letras, 2009.
O segundo livro de Claudio Neves caminha sobre mistérios. O mistério do amor etéreo, o mistério do amor consumado, o mistério da morte enquanto porta que se abre.
O prefácio de Victor Oliveira Mateus, exímio poeta lisboeta, assombra o leitor incauto pela precisão e pela virtude de dissecar o texto sem, contudo, tirar-lhe a vida e a essência.
Já nos primeiros versos de Claudio Neves, ou melhor, em suas primeiras peças, se mostra evidente a genialidade do projeto, da ideia central à sua consecução: o livro é uno, coeso, infinito. Não há nele os famosos 'altos e baixos'. Auto-suficiente, não há uma palavra a ser acrescentada, não há uma pontuação que sobre. Ainda sob a vista mais crítica de um leitor exigente, o poeta se ergue olimpianamente e mostra que sua poesia beira o eterno.
Amor e Morte são enfrentados nos Acasos Persistentes de Claudio como conceito, possibilidade, latência, para depois serem experimentados na carne, na limitação da vivência, do tempo, do real. Só após a morte, ou o esgotamento, é que se resgata a possibilidade de começar de novo, do nada.
O crítico Odorico Leal, no arquivo de seu blog, percebe com bastante sensibilidade que no livro o poeta, 'rompendo com a forma do hai-kai, consegue capturar sua natureza, o que é bem mais importante'.
Há, realmente, substantivos que orbitam o livro, como um ecossistema que sobrevive por si só e, com essas palavras que reincidem no texto, Claudio alcança reproduzir o universo, assim dispondo-as feito planetas em elipses à volta da estrela-poesia. Talvez aí esteja a filosofia do haicai, captada pelo artista: a eternidade que reside na repetição de algo imemorial e inato (na peça 13, '... mas sempre há um pardal / cortando o crepúsculo / em curva precisa').
A quarta capa de Antônio Carlos Secchin, distanciando-se dos rigores linguísticos do prefácio, dá uma pista sobre a combustão que se vê nos versos do poeta: 'As 30 peças de Os acasos persistentes compõem um dos mais consistentes e bem realizados mosaicos de nossa poesia recente. (...) Como todo efetivo criador, ele sabe que a poesia é o reino de assédios e aproximações que jamais se concretizam (...)'A maior poesia de Claudio Neves está em extrair beleza do inesperado ou, ainda, encontrar o inesperado que as coisas mais simples oferecem. Pois são justamente esses acasos persistentes, essas memórias que recusam a se dissipar e que se guardam por reflexos em espelhos mágicos, a poesia exata que nos desperta, emociona, lacrimeja, e dá vontade de começar de novo, do nada.
Mais: entrevista com Claudio Neves.

