Sexo, tempo e poesia

 

Afrodite in verso

afrodite_in_verso_capa2

leiturinhas | Leituras

Email Newsletter icon, E-mail Newsletter icon, Email List icon, E-mail List icon Assine aqui... é grátis!

Visitantes

mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje212
mod_vvisit_counterOntem367
mod_vvisit_counterNa semana931
mod_vvisit_counterNo mês8010
mod_vvisit_counterTodos403248

Redes sociais

del.icio.us Facebook Last.fm LinkedIn Picasa Twitter YouTube

Tweets

Parceiros

Tweet me!

 

às vezes
numa névoa de cinzas
dois pequenos fachos de luz
te furam o miolo das nuvens
e sobressaem, quentes
e se acendem, soberanos
quase felizes.

às vezes, muito às vezes
- ninguém imaginaria -
esses jatos de brilho
se espalham...iluminam...se misturam
e se despedem assim
- como tudo sempre se despede -
um pouco só.

à areia
queimada e tingida
barrenta e desalinhada
resta apenas soprar de novo
e de novo e de novo
até apagar rastros
ou, de um jeito outro
esperar passar
mais uma névoa cinzenta.

quem sabe outro facho vem te furar o miolo das nuvens?

Tweet me!

seriam garças?
a despirem lentamente
suas vestes
suas demoras
suas mágoas?

seriam garças?
a rodearem esperas
vertigens e voos
a enrodilharem miragens
nesse manso tempo?

seriam garças?
estampadas levemente
em vontades nuas
escondidas
nessas tuas aragens
de mudo lamento

seriam garças?
essas brancas esgarçaduras
do vento
ou apenas sou eu
entremeada
que respiro nelas?

Tweet me!

para escrever poemas
é preciso um certo des-equilíbrio
uma pergunta que ronda
sem o rigor da resposta
uma expectativa que paira
ou cisma que voluteia
nessa leve falta de ar.